quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Garrote














Adentro as tormentas e vago,
devagar e sem pudor dispo-me dos sonhos
e espero recalcado o chacoalhão do despertar

Insitando exitações 
seus olhares me buscam para além das paredes
lúgubres marcas talhadas no corpo
minha seca e suas sedes

Unge as narinas o cheiro tenro
das vaginas da infância
onde bebi o suco da emancipação

Sorver de teus sabores é a meta,
livrai-me destino das setas o caminho prescrito
Quero mais é caminhar como poeta 
num fraseado curto e bonito


Um comentário:

Tatiana Monte disse...

Ah!!!
garrote arma de tortura!!! entendi
é procuro demais...